Pros
Eu gostava das pessoas com quem eu trabalhava. A supervisora e os colaboradores eram excelentes profissionais, e o ambiente entre a equipe era muito bom. A empresa pagava o salário até o 5º dia útil e, durante o período em que trabalhei lá, aprendi bastante e desenvolvi muitos conhecimentos. O que deixava a desejar era a gestão, principalmente pela falta de organização e de um alinhamento claro entre as lideranças.
Kontras
A empresa não tinha alinhamento interno. Em um momento o CEO dizia uma coisa, em outro o coordenador dizia outra, e ficava aquela dúvida sobre entregar leads "redondos" ou "quadrados". Os BDRs trabalhavam constantemente perdidos, sem uma direção clara.
A empresa também não investia em plataformas para apoiar o processo de prospecção. Havia apenas uma ferramenta, que era de baixa qualidade, e foram necessárias muitas reuniões para conseguirmos acesso a ela.
Outro ponto muito grave foi o atraso no recolhimento do FGTS por cerca de seis meses. Além disso, o plano de comissionamento era ruim. Recebíamos apenas o salário fixo e um valor por contrato fechado, o que não era fácil de conquistar, já que dependíamos totalmente dos executivos para o fechamento das vendas.
Quando a supervisora implementou uma estratégia mais justa de remuneração, considerando reuniões agendadas, ligações realizadas, qualidade dos leads e outros indicadores de desempenho, a empresa optou por encerrar todo o departamento.
Foi aí que aconteceu a maior falta de respeito com os colaboradores. De forma repentina, informaram que não precisaríamos trabalhar por cerca de três dias e, em seguida, decretaram férias coletivas em 01/04, sem qualquer justificativa. Ao retornarmos das férias, fomos comunicados de um desligamento coletivo. Ainda tivemos que cumprir o aviso prévio em casa, sem realizar nenhuma atividade, e a rescisão demorou para ser paga.
Em vez de simplesmente realizar os desligamentos, a empresa fez todos aguardarem aproximadamente três meses (março, abril e maio) para encerrar os contratos, aparentemente para ganhar tempo e organizar a própria situação interna. Isso acabou impactando diretamente nossa rescisão, principalmente os funcionários mais novos, que ficaram presos ao aviso prévio. Eles até poderiam desistir dele, mas seriam prejudicados financeiramente.
Além disso, a empresa perdeu os dados das variáveis referentes ao mês seguinte ao desligamento e decidiu calcular os valores com base na média de janeiro e fevereiro. Quem entrou em janeiro e só conseguiu atingir uma boa performance em março acabou sendo prejudicado e, em muitos casos, praticamente não recebeu comissão.
Particularmente, eu até gostava da empresa e acreditava no trabalho que era realizado. No entanto, a forma como os processos foram conduzidos no final da minha passagem mudou completamente minha visão sobre a organização.