Era uma empresa reconhecida por seus valores humanos, tanto que um de seus slogans era: "Não deixar ninguém para trás". Sua atuação era pautada no atendimento de excelência, priorizando a solução das necessidades dos clientes e sua satisfação, entendendo que clientes satisfeitos são a base para a geração de resultados sustentáveis.
No entanto, após mudanças na gestão, a empresa passou a se distanciar desses valores. O foco deixou de ser a qualidade do relacionamento e da experiência do cliente, tornando-se excessivamente voltado para volume e produtividade. Como consequência, o atendimento passou a ser realizado em massa, sem o mesmo nível de atenção, qualidade e comprometimento que antes a diferenciavam.
A busca incessante por volume e uma visão mais fria sobre atendimento e gestão de clientes acabaram enfraquecendo a essência da empresa. O atendimento próximo e personalizado foi sendo gradativamente desestimulado, gerando desgaste nas relações com parceiros e clientes e tornando o trabalho cada vez mais difícil de ser executado.
Essa mudança criou um paradoxo: a empresa busca aumentar as vendas, mas quem efetivamente vende é o parceiro ou cliente. Ao restringir a personalização do atendimento e enfraquecer o relacionamento, a confiança desses parceiros diminui. Como resultado, ocorre a redução das vendas, queda no faturamento e, em muitos casos, até mesmo o cancelamento de parcerias que antes eram sólidas e duradouras.